Tarifa de energia – distribuidoras preveem queda na receita

Tarifa de energia – a opção de os consumidores poderem aderir à tarifa branca – nova modalidade de cobrança na conta de luz que entrou em vigor em janeiro – desagradou às distribuidoras de energia.

De acordo com matéria do jornal Valor Econômico, o regime cobra três preços diferentes: o de pico (mais caro), que ocorre, com alguma variação por Estado, de 17h às 21h; o intermediário; e o fora da ponta, mais barato. A adesão é opcional, e o consumidor precisa formalizar junto à distribuidora que quer ficar no novo regime.

Os novos preços valem neste ano para quem tem consumo médio mensal superior a 500 kW/h (quilowatts-hora). A meta é escalonar anualmente a abrangência do desconto até que chegue em 2020 aos que consomem menos.

A proposta da tarifa branca é refletir o uso real das redes de distribuição, que têm períodos mais ou menos intensos, mas são dimensionadas para atender no pico. Quando o consumidor centraliza seu consumo fora desse período, não sobrecarrega a rede, favorecendo a eficiência energética das distribuidoras e a redução de custos, com o adiamento de investimentos.

 

Empresas desaprovam – As distribuidoras criticam, no entanto, o fato de a nova tarifa de energia ser opcional, o que, segundo elas, pode gerar queda na receita.

 

Fonte: Valor Econômico – Folha Press (Anaïs Fernandes)

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